Dia do Brandeiro 2023 comemora transumância e garranos na paisagem

“Um lençol e duas mantas; alguns potes ou asados; duas broas e um presunto; dois cabaços descascados; chi­colateira velhinha, eram os trastes usados” e constituía toda a riqueza que transportavam para permanecerem de Maio a Setembro na branda.


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Texto de José Rodrigues Lima

A Branda da Aveleira é uma das muitas Brandas que se encontram espalhadas pelas zonas mais altas do con­celho. Situada no lado esquerdo da estrada de acesso a Santo António e Riba de Mouro é constituída por cerca de 80 construções muito rústicas, de sobrado e corte térrea. Estas casas formam no entanto, um conjunto ímpar, não só pela beleza e tipicismo, como por serem de fácil acesso. Algumas destas construções, mostras representativas da tipologia popular local, foram recuperadas de modo a de­volver-lhe a traça e respectivas características sem descui­dar o conforto exigido. Foram cuidadosamente decoradas com mobiliário rústico de acordo com a saudável vida da montanha que por ali se leva.

O turista terá a oportunidade de passar umas férias tranquilas, em contacto com a vida simples da aldeia e convívio com as suas gentes. Poderá usufruir de uma es­pectacular paisagem e outros recursos naturais, dos usos e costumes, do património monumental e paisagístico, da variedade gastronómica e de uma importante riqueza que se consubstancia na disponibilidade de uma significativa área do Parque Nacional Peneda Gêres.

Quando temos forças fazemos labores com o logões, concertamos o tarambelho ou couçoelha ou limpamos a bezerreira. A Festa Convívio do Dia do Brandeiro é sempre no primeiro sábado de Agosto, e este ano é no dia 5 do mês das férias. Venham ouvir os gaiteiros e os tocadores de concertinas.

Caminhos Patrimoniais

Há caminhos patrimoniais não rompidos, onde senti­mos o mítico e conhecemos a história e as estórias.Temos necessidade de descobrir os lugares da memória e a alma dos lugares. A paisagem sonora e olfactiva convi­dam-nos a percorrer itinerários de sabedoria e a descobrir os tons e os aromas que nos elevam.

Lançar olhares diferentes e aprofundados pelo ter­ritório geocultural das terras de montanha como são as brandas, assinalando de modo especial a Branda da Ave­leira como marcas culturais de muitos brandeiros que se abrigavam nas cardenhas, construções rusticas, utilizando a pedra dos sítios bem registados.

A transumância da parte baixa da Gave para as terras altas da branda percorrendo 7 km em tempo de 3 horas. Seguiam pela Pata do Mouro, Coto das Pias, Fonte Seca (mas com água), Vidoeiro, até à capelinha das Senhora da Guia. Os brandeiros antigos, familiares e forasteiros que apreciam marcas da cultura das montanhas, onde a água é mais cristalina e o ar mais puro, fazem a juntança com grande solidariedade.
“É por aqui, cumprimos com a memória dos nossos antepassados. Temos muita honra em termos sido bran­deiros, e depois emigramos clandestinamente para França e outros países a salto com o passaporte de coelho”.
Temos belas recordações, apesar de ser uma vida dura.

Recordamos os nossos avós: “estas paredes erguidas, / pelas mãos dos nossos avós, /são muitos vidas sentidas, / que falam dentro de nós”.

Declaração patrimonial

A declaração patrimonial proclamada a 7 de setembro de 1996, e inserida no Projeto Cultural Memória e Frontei­ra preconiza a comemoração do dia do brandeiro.

Está estabelecido que no primeiro sábado de agosto se proceda à homenagem a todos aqueles que seguiam a rota da transumância da parte baixa da freguesia da Gave, para as terras altas da aveleira, apascentando o gado bovino, caprino e cavalar. Pretende-se perpetuar a diversidade cultural existente naquele espaço e transmitir para o futuro, “lugares e vi­vências humanizadas”, a 1020 metros de altitude.

Memória Colectiva

No concelho de Melgaço, as povoações são lindas no verde da ribeira e no castanho da montanha, onde as re­lações da boa vizinhança são testemunhadas pela adap­tação, hospitalidade e reciprocidade. Há comunhão com a ancestralidade, com os antepassados e com a terra. Acompanhados por Marcel Mauss, podemos reler “os fenómenos sociais totais”, desta terra onde Portugal co­meça e o mar não chega.

A Branda da Aveleira, conjunto harmonioso de monta­nha, contém uma paisagem cultural com tons cinzentos e acastanhados, e diferentes aromas, numa altitude de 1.120 metros, onde o ar é puro e as águas cristalinas e leves.

Os brandeiros que comungam com estes pedaços de terra, onde cada espaço está denso de permanência e uni­versalismo, foram protagonistas e construtores de uma trama espessa e indissolúvel, onde os factores geológicos, ecológicos e económicos operam uma constante simbiose que contribui para a coesão social, em que o ideário cel­tista deixou marcas perduráveis.

“As artes da sobrevivência conviveram com a arte de viver na solidariedade activa”, de acordo com sociólogo A. Joaquim Esteves.

A branda é um testemunho clarividente dos ho­mens que pastoreando os seus rebanhos, praticavam simultaneamente o cultivo do centeio, da batata e do feno. A branda é fruto de uma longa elaboração hu­mana e manifesta uma memória colectiva, ao mesmo tempo que evidencia um saber/estar, saber/fazer e sa­ber/ser.

Conforme investigação recente, a experiência de brandeiro foi vivida por crianças de 8 ou 9 anos regis­tando-se, a propósito, a seguinte quadra popular “Óh minha branda querida/ terra da minha afeição;/ onde cresci menina, / e amei a vida em boão”.

‘Chicolateira’ velhinha

Os homens do cajado firme, verdadeiros serranos se­guiram anos a fio a rota da transumância, partindo da par­te baixa da freguesia da Gave para a Branda da Aveleira, acompanhados de emoções misturadas com a aventura, e inseridos numa comunidade agro-pastoril.

“Um lençol e duas mantas; alguns potes ou asados; duas broas e um presunto; dois cabaços descascados; chi­colateira velhinha, eram os trastes usados” e constituía toda a riqueza que transportavam para permanecerem de Maio a Setembro na branda.

Homens possuidores de segredos, de carácter firme, de mundividências sábias a quem se pode aplicar o poema: “Na sombra dos tempos/ os velhos sabiam/ ouvir as vozes do mundo a falar/ onde o segredo é saber calar”.

O murmurar dos ribeiros da Aveleira, do Vidoeiro e do Calcado, que na junção das águas dão corpo ao rio Vez, confirmam o que Miguel Torga escreveu, procurando co­mungar o sabor da terra de montanha: “Um mundo de primária beleza, de inviolada intimidade, que ora fugia esquivo pelas brenhas, tímido e secreto, ora sorria de um postigo acolhedor e fraterno”.

Cardenhas com cúpula falsa

Um brandeiro na meninice, e que seguiu a vida aca­démica, o investigador Lourenço Alves descreve com base nas suas vivências, cheias de prolongados caminhos e silêncios profundos, aqueles espaços serranos da mon­tanha de harmonia singular, utilizando uma linguagem pitoresca: “Os campos de cultivo situam-se nos baixos à volta dos lugares. Aí, pelos fins do mês de Maio, lavrados os campos e cerrados os portelos, inicia-se o processo de transumância. Impelidos pela falta de pastos para o gado, os brandeiros, munidos de provisões para a semana, des­locam-se com os animais para os altos”.

Assim, encontramos a branda pastoril, agrária ou mista, conforme a actividade mais destacada no cimo das encostas.

“Vedados aos pastos pelos fins do Inverno, estes campos de feno estendem-se, pletóricos de verdura, por entre ren­ques de carvalhos e castanheiros, num desafio escandaloso de aroma e cor aos múltiplos talhões de giesta e tojo. Pelos fins de Julho dá gosto ver os segadores, a cortar o feno já maduro, num ritmo cadenciado que arranca gemidos lúbricos à lâmina da foice…

Por meados de Agosto, depois de bem seco o feno, os brandeiros da “juntança”, meia noite passada, apõem as vacas ao carro dirigindo-se para os altos, a fim de carre­garem o feno que transportam numa chiadeira constante”.

Aliás, a poesia popular revela estes momentos, com a seguinte quadra:
“Couções d’amieira
Apoladouras de giesta
Eixo de nogueira
Todo o caminho
É uma festa”.

Para se abrigarem, os brandeiros construíram as de­nominadas cardenhas, com cúpula falsa, tratando-se de construções simples feitas com a pedra que se encontra no próprio local e se utiliza tal como aparece. Na parte supe­rior durante a noite, dorme o brandeiro; na parte debaixo, descansa o gado, defendendo-se, por ventura, do lobo.

Estas casarotas sem idade cobertas de cinzentos líque­nes são bem a imagem da aspereza primitiva da vida das gentes serranas, frugal e dura, revelando uma tendência ancestral inconsciente.
Segundo os investigadores Fritz Kruger e Leroi-Gou­rhan “os grupos mais simples construíram, através dos tempos, abrigos redondos, e os de mais posses construções quadrangulares”.

Podemos referir que estes testemunhos lembram me­mórias célticas. Aliás, é de sublinhar que na área da Branda da Aveleira, existem do período Neolítico cinco mamoas.

“Estas paredes erguidas / pelas mãos dos nossos avós; São muitas vidas sentidas / Que falam dentro de nós.”

CUIDAR DA CASA COMUM

“… Por fim, talvez sejamos irmãos…
… Cada parcela desta terra é sagrada para o meu povo…
… Somos parte da terra e do mesmo modo ela é parte de nós próprios. As flores perfumadas são nossas irmãs, o veado, o cavalo, a grande águia são nossos irmãos; as rochas escarpadas, os húmidos prados, o calor do corpo do cavalo e do homem, todos pertencemos á mesma família…
… A água cristalina que corre nos nossos rios e ribei­ros não é somente água; representa também o sangue dos nossos antepassados…
… Que seria dos homens sem os animais? Se todos fossem exterminados, o homem também morreria de uma grande solidão espiritual. Porque o que suceder aos ani­mais, também sucederá ao homem. Tudo está ligado.

Devem ensinar aos vossos filhos que o solo que pisam são as cinzas dos nossos avós. Ensinem aos vossos filhos que a terra está enriquecida com as vidas dos nossos semelhantes, para que saibam respeita-la. Ensinem aos vossos filhos aquilo que nós temos ensinado aos nossos, que a terra é nossa Mãe. Tudo o que acontecer à terra acontecerá aos filhos da terra.”

Propomos para o espaço geo-cultural da Branda da Aveleira:

1 – Que a mesma seja classificada como paisagem pro­tegida;
2 – Que se proceda a uma florestação equilibrada com espécies autóctones e protegidas, como o carvalho, o vi­doeiro, o castanheiro, o azevinho e outras;
3 – A criação de um eco-museu em que as cardenhas ocupem um lugar de destaque;
4 – Aproveitar a Branda para o turismo serrano e cul­tural, mas moderado;
5 – Que se promova todos os anos o Dia do Brandeiro, aproveitando para o convívio o contributo valioso para a resolução dos problemas que os preocupam e para a pre­servação e promoção destes espaços;
6 – Fomentar a educação patrimonial para “olhar o fu­turo do passado”.

Acrescentamos à Declaração de 1996:

7 – De acordo com a Carta da Terra (2000) “transmiti­remos às futuras gerações valores, tradições e instituições que apoiem, a longo prazo, a prosperidade das comunida­des humanas e ecológica da Terra;
8 – Perspectivamos “adoptar em todos os níveis, planos e regulamentações ao desenvolvimento sustentável que fa­çam com que a conservação e a reabilitação ambiental sejam parte integral de todas as iniciativas do desenvolvimento;
9 – Sugerimos o objectivo do Ano Internacional das Montanhas (2002) que preconiza a proteção dos territórios de montanha.
10 – Conforme doutrina expressa na Encíclica “Laudato Si” (Sobre o cuidado da casa comum) (“015), do Papa Fran­cisco: “integraremos a história, a cultura e a arquitectura de um ugar, salvaguardando a sua identidade original”.

Paisagem Cultural

Paisagem Cultural é uma categoria de bem cultural estabelecida pela UNESCO em 1992.

O conceito é definido pela interpretação entre o am­biente natural e as atividades humanas, onde se criam tradições, folclore, arte e outras expressões da cultura, resultando em uma paisagem natural modificada. Na dis­crição da UNESCO, as paisagens culturais são “ilustrativas da evolução e da sociedade e dos assentamentos humanos ao longo do tempo, sob a influência de condicionantes e / ou oportunidades físicas apresentadas pelo seu ambiente natural, e de sucessivas forças sociais, económicas e cul­turais, tanto externas quanto internas.

Esse conceito foi uma evolução de ideias sobre paisa­gismo desenvolvidas na Europa e Estados Unidos a partir do sec. XVIII, na perspetiva de uma natureza, jardim, onde o homem exercia um papel decisivo em sua organização “ uma natureza recriada e moldada como os valores es­téticos do homem”, como disse Cristiane Magalhães. A partir do fim do sec. XIX foram incorporadas definições de geógrafos da Escola de Berkeley, que cunharam o termo kulturlandschaft, cuja tradução é exatamente “ paisagem cultural”, mas para eles a natureza pouco tinha a ver com essas paisagens. Em 1925, no trabalho The morfology of landscape, Carl Sauer propôs a superação da divisão entre paisagens da natureza e paisagens da cultura, proposta que foi aprofundada e adotada pela UNESCO.

A criação da categoria, enquanto bens de caraterísticas especificas, ofereceu novos mecanismos de estudo e conser­vação dessas paisagens. Segundo Simone Scifoni, “ o enfoque da paisagem cultural permite, assim, superar um tratamento compartimentado entre o património natural e cultural, mas também entre o material e imaterial, entendendo-os como um conjunto único, um todo vivo e dinâmico.

Não podemos deixar de referir o especialista Jorge En­rique Pais da Silva e o seu livro “Pretérito Presente”, que sustenta uma teoria da preservação do património.

Devemos lembrar à ação do etnógrafo José Rosa de Araújo e as suas expressões: “É preciso ter os olhos sem remelas e os ouvidos escabichados cruzando aspetos pa­trimoniais escritos em livros”.

Garrano: o bravo cavalo da montanha

A especialista do estudo dos garranos, Andreia Amo­rim Pereira registou no livro “Garrano o bravo cavalo da montanha” o seu pensamento que transcrevemos com a devida vénia.

“Com uma presença milenar no Noroeste Ibérico, o garrano desenvolveu estreitos laços com os povos que habitaram este território desde o Neolítico inicial, em tempos de paz e em tempos de guerra. O garrano funde-se com a história de Portugal. Lado a lado com o Homem, tanto em árduas batalhas, como a puxar o arado, montado ou atrelado nas pequenas e grandes viagens, usado como meio de transporte por almocreves, padres e médicos, ostentado como símbolo de riqueza e exibido em feiras e festividades. A sua memória surge inscrita em gravu­ras rupestres, em motivos decorativos da Idade do Ferro, em moedas de ouro cunhadas na primeira dinastia, assim como na literatura portuguesa oitocentista.

Esta imbrincada relação do garrano com a nossa iden­tidade coloca-nos, simultaneamente, perante um desafio e uma oportunidade: preservar este legado cultural e ge­nético e reinventar as funções do garrano nos modos de vida, aspirações e necessidades das novas gerações, a fim de tornar sustentável a preservação desta importante es­pécie autóctone e de valorização do seu território nativo.

Face a este desígnio, urge dar a conhecer as caracterís­ticas da raça garrana, a nível zoomórfico e comportamental, compreender por que motivo as serras do Minho oferecem ao garrano um habitat perfeito e perceber o contributo do garrano para a preservação da biodiversidade e para o equi­líbrio ecossistémico das pastagens naturais de montanha. É fundamental também fazer renascer a ligação das nossas populações com o garrano, reconstituindo de forma acessí­vel a narrativa histórico-arqueológica da presença desta raça equídea no Noroeste Ibérico, em busca das suas origens, e recuperando uma dimensão significativa da nossa memória coletiva, onde o garrano surge como parceiro épico de bata­lhas e conquistas, precioso aliado das comunidades rurais no quotidiano agrícola e motivo de exibição nos dias de festa”.

A referida investigadora Andreia Amorim Pereira vai participar no dia do Bandeiro, através de uma comunicação.

Turismo de Aldeia

Com o intuito de preservar a riqueza cultural existente na Branda da Aveleira, vários proprietários candidataram-se ao programa LEADER II do Vale do Minho, recuperando as cardenhas e adaptando-as a fim de serem utilizadas pe­los turistas que apreciam o silêncio da montanha, os va­lores significativos do património natural e cultural, dan­do assim descanso ao corpo e paz ao espírito. Possuindo condições para a usufruição turística, a branda responde a grupos sociais que privilegiam o contacto com a flora e a avifauna, ao mesmo que escutam “os sons do silencio”.

Bibliografia:

- FERRO, Gaetano, “Sociedade humana e ambiente, no tempo”. Lisboa, Fundação Ca­louste Gulbenkian, 1979.
- OLIVEIRA, Ernesto Veiga de, “Construções primitivas em Portugal. Lisboa, Publicação Dom Quixote. 1991.
- PAVILHÃO DO FUTURO – Exposição Mundial do Lisboa, Catálogo Oficial, 1998. POI­RIER, Jean, “O tempo, o espaço e os ritmos”. Lisboa, Editorial Estampa, 1998.
- RIBEIRO, Orlando, “Portugal, o Mediterrâneo e o Atlântico”. Lisboa, Livraria Sá da Costa, 1986.
- Garrano – O Bravo cavalo da montanha (vários), coordenação Andreia Pereira Amorim e José Paulo Vieira, ED Câmara Municipal de Viana do Castelo 2018.
- Domingues, Valdemiro Barreiros, “O Viver na Montanha – Brandas do Alto Minho” (conversas sobre nós), 7 de Setembro 1996, não editado.
- Medeiros, Isabel “Estruturas Paturis e Povoamento na Serra da Peneda”, Centro de Estudos Geográficos, Universidade de Lisboa, I.N.I.C., 1984.
- Olhares Multidisciplinares – Branda da Abeleira (vários), coordenação de José Rodri­gues Lima, edição Câmara Municipal de Melgaço, 2001.

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