Hipermercados Coca: Já toma forma investimento de cerca de 2,5 milhões de euros em espaço comercial de 1400 metros

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O espaço de área de venda a inaugurar, com cerca de 1400 metros quadrados, será pouco menor do que a unidade de Monção (que tem 1600), mais área de estacionamento. Dentro, será também idêntico ao mercado já instalado em Monção desde o início dos anos 90 (Séc.20)


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Depois de mais de um ano em suspenso, entre uma pandemia mundial e a invasão da Rússia à Ucrânia, que causou enorme volatilidade no preço dos materiais, o Hipermercado Coca – passará a ostentar a indicação Monção e Melgaço sob o nome, na nova unidade comercial – avança em força para a recta final de implantação no concelho melgacense.

João Vale, um dos sócios, proprietário e gerente dos Hipermercados Coca Monção e Melgaço, há cerca de seis anos, avança com margem de conforto que a nova unidade comercial em Melgaço estará concluída e a abrir portas no primeiro trimestre de 2024.

O espaço de área de venda a inaugurar, com cerca de 1400 metros quadrados, será pouco menor do que a unidade de Monção (que tem 1600), mais área de estacionamento. Este, estará organizado no espaço em frente e do lado esquerdo do hipermercado.
Dentro, será também idêntico ao mercado já instalado em Monção desde o início dos anos 90 (Séc.20): Além da área de mercearia, replicará ainda o serviço de talho (a explorar pela mesma empresa que vende actualmente em Monção), peixaria (a ser explorado por privado) padaria, bar de apoio e bazar.

João Vale, a morar há cerca de dez anos em Melgaço, firma assim a primeira malha da rede de hipermercados que serve já alguns concelhos do Vale do Minho e até da Galiza. A aposta em Melgaço justifica-se por considerar que a oferta em maior escala “é limitada” e até pelo interesse que a linha de concelhos galegos próximos de Melgaço são compradores com relativa expressão.

“É uma oportunidade de negocio, para rentabilizar, ganhar escala e ser uma aposta onde não há muito oferta, ou é limitada”, começa por explicar. Sobre o olho à Galiza, diz que “existe muita procura de produtos portugueses pelos espanhóis. Temos vendas para Vigo, Redondela, Ponteareas, com dimensão, o que nos obriga a ter de ir entregar, mas também temos de Arbo e A Cañiza”.

Indica, em jeito de explicação para a procura, “a variedade de produto, numa única referencia, muita oferta”. “Enquanto numa grande superfície, de distribuição moderna, chegamos ao arroz e temos três ou quatro referências, aqui temos quinze. As marcas principais e outras, mais alternativas. Temos clientes de Melgaço que nos procuram por isso mesmo”.

Assume a aposta nos produtores locais de pequena ou média dimensão e a liberdade de negociar com cada um a melhor proposta, desde os vinhos aos queijos e até aos morangos, respeitando a sazonalidade dos frescos.

“Nos produtores de vinho, entre Monção e Melgaço temos parcerias com cerca de vinte marcas, desde a Quinta do Regueiro, Soalheiro, Encosta da Capela, Dona Paterna, e outras”, notou.

“Apostamos muito nos produtos da região, de Melgaço a Valença, Arcos de Valdevez, Paredes de Coura, Ponte de Lima, e quando chegam cá para nos apresentarem produtos, estamos de braços abertos. Nas frutas ou nos produtos sazonais, como por exemplo as castanhas, compramos em Melgaço. Temos um parceiro a quem compramos a produção toda. Mas também compramos a produtores locais mirtilos, alface, tomates…”

A “politica de preços desalinhados”, como indica João Vale, permite desmontar algumas das promoções das cadeias de supermercados que promovem descontos de 60 e 70% em determinados produtos.

“Nos detergentes, por exemplo, uma das grandes cadeias de supermercados faz promoções de 60% ou 70% e nas nossas prateleiras o produto está mais barato do que os 70% deles”, confessa”, considerando o sucesso e confiança dos clientes no seu supermercado por assegurar “estabilidade” no preço de cada produto.

“Tentamos ter preços médios constantes, estabilizado ao longo dos meses. As politicas de descontos são marketing das grandes superfícies. Nós queremos estar posicionados no conceito de comércio tradicional/local”, acrescenta.

João Vale não descarta a possibilidade de, no futuro e havendo oportunidade, a expansão “será no Vale do Minho. Temos em mente sítios que poderiam ser uma mais-valia, mas neste momento não temos nada concreto nesse sentido”.

A aposta em Melgaço foi já um desafio, como conta: “Houve falta de empresas para construir, os materiais tinham preços muito voláteis, as empresas não davam orçamentos. As que davam, apresentavam orçamento com validade de uma semana, quinze dias no máximo. Nos vidros a mesma coisa. Tivemos várias empresas, de Melgaço, de Ponte de Lima, a quem pedimos orçamento e não deram. Também havia falta de mão-de-obra”, explica.

A unidade comercial dos Hipermercados Coca em Melgaço representa um investimento de cerca de 2,5 milhões de euros e empregará 30 pessoas. João Vale diz que já houve candidaturas, embora o processo de selecção ainda não esteja em curso, por isso confessa não estar com receio de falta de mão-de-obra para o funcionamento permanente daquele espaço. “Para já não será um problema”.

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Aos proprietários de terrenos que se encontrem na área de passagem (e se segurança) da LAT, o aviso da DGEG esclarece que “poderão acompanhar os trabalhos e poderão proceder a remoção do material lenhoso com valor comercial resultante das ações de criação da zona de proteção, até 15 dias após a intervenção”, sendo que, findo este prazo, o material resultante será “estilhado no local ou removido e encaminhado para locais próprios”.
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