Manoel Batista sobre apoio a Pedro Nuno Santos e crítica aos partidos com pessoas “que se acham no direito de serem candidatos”

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“Na campanha eleitoral de 2021, em Castro Laboreiro, tive a oportunidade de lhe dizer, olhos nos olhos, que achava que a breve trecho seria Secretário-Geral do Partido Socialista, e primeiro-ministro”.


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Por ordem cronológica, o Partido Socialista vai a votos e escolherá, nos próximos dias (sexta-feira e sábado) o seu Secretário-Geral e, consequentemente, aquele que será o seu candidato às eleições legislativas de 10 de Março de 2024.

Figuras e autarcas socialistas já deram nota do candidato que apoiariam e o edil de Melgaço não foi exceção. Manoel Batista reforça, contudo, que é momento de os partidos “sejam eles quem forem”, clarificarem as suas escolhas e escolherem bem as figuras que serão os rostos do partido na esfera local e nacional.

“Os partidos têm de ter uma noção muito clara sobre as escolhas, o que não tem tido. Tem de, a partir das bases, serem capazes de construir, com verdade e transparência, boas equipas, em que as coisas têm de ser feitas pela qualidade e competência das pessoas e não por ser amigo, familiar ou ser uma pessoa que pressiona porque se acha importante”, observa o autarca.

“Não entendo como é que ainda continuamos – e, portanto, o Partido Socialista não é exceção – a escolher pessoas porque se acham no direito de serem candidatos, que não tem o nível de qualidade exigível para ser candidato à Assembleia da República, ou que, uma vez eleitas, não são verdadeiros representantes da população. Mais importante do que a liderança nacional é a estrutura dos partidos ser de exigência, de qualidade e não aquilo que vemos muitas vezes”, criticou ainda Manoel Batista.

“O partido terá de dizer qual delas é que quer que lidere os destinos nos próximos anos, porque estou convencido que, ao eleger-se o Secretário-Geral do partido, se está a eleger para os próximos anos”, perspectivou.

O edil projectou ainda o modelo governativo e de líder de Governo que considera necessário para lidar com as pastas (ultimamente) mais críticas do Estado.

“O país precisa de um líder com capacidade de formar grandes equipas, que seja capaz, enquanto Primeiro-Ministro, de pensar uma grande reforma do estado, o que não aconteceu nos mandatos anteriores. Em sectores como a saúde, a educação, mas toda a máquina administrativa do Estado precisa de ser repensada e reajustada”.

Manoel Batista

Sobre as eleições internas, avança com certezas.

“Eu não tenho duvidas da minha escolha. Na campanha eleitoral de 2021, em Castro Laboreiro, tive a oportunidade de lhe dizer, olhos nos olhos, que achava que a breve trecho seria Secretário-Geral do Partido Socialista, e primeiro-ministro”.

Sobre o candidato favorito [Pedro Nuno Santos, que esteve em Castro Laboreiro em Setembro de 2021, em apoio à (re)candidatura autárquica de Manoel Batiststa], o edil diz esperar que a vitória do impulsivo ex-Ministro de António Costa seja de concretizações, mas também de continuidade da descentralização do governo socialista nos últimos anos.

Honra seja a este Governo que agora termina, a quem aponto muitos defeitos, mas que foi capaz de começar a ter um olhar diferente para os territórios. Foi capaz de criar medidas diferenciadoras. É preciso que o Terreiro do Paço seja mais humilde, deixe de ser tão fechado sobre si próprio, de se julgar tão importante. Penso que as decisões e o investimento tem de passar pelos territórios. O crescimento do país só se dará se realmente Melgaço, Montalegre, Boticas ou Viana do castelo fizerem um percurso grande de desenvolvimento, de crescimento das suas economias. Se fecharmos o crescimento nas grandes áreas urbanas, teremos grandes áreas urbanas, mas um país pequenino”, apontou.

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