O site do jornal “A Voz de Melgaço” tem uma secção de comentários, que são apresentados no fundo de cada notícia. Há alguns casos de notícias que recebem comentários breves ao assunto noticiado, mas diariamente nos caem para aprovação os comentários spam, que removemos sem sequer ficarem visíveis ao leitor.
No entanto, o comentário do leitor Carlos Moura, publicado a 30 de Março de 2025, em reação à notícia “Há 110 anos que Castro Laboreiro leva as caraterísticas do seu cão a concurso“, (de 4 de Setembro de 2024) levanta questões sobre o estalão da raça do Cão de Castro Laboreiro, que reproduzimos abaixo e deixamos à consideração dos leitores e representantes da Associação Portuguesa do Cão de Castro Laboreiro, com ligeiros ajustes de pontuação.
“Enquanto aficionado desta raça e possuidor de um exemplar, digo que o estalão oficial desta raça tem que ser alterado urgentemente. Tem algumas incoerências, na minha opinião, que não correspondem à verdadeira realidade da raça. Uma delas é como consta que a raça não tem subpêlo, mas na realidade tem! A segunda é o tamanho e peso dos exemplares. Os cães são, por norma, maiores e mais pesados do que o que o estalão refere. Um macho deve ter, na minha opinião, entre 65 a 70 cm na cernelha e o peso deve ser de 40 a 50 quilos, e as fêmeas 60 a 65 cm e de 30 a 40 quilos, pois isso sim, corresponde mais àquilo que muitos exemplares têm e que certamente os pastores preferiam e preferem. Assim ajudará a preservar os bons exemplares de trabalho de antigamente e não exemplares mais pequenos e esguios, que se começaram a fazer creer [?] no século passado que eram a maioria e os melhores dos exemplares.
Tenho um macho com 13 meses que já tem manifestamente altura superior a 66 centímetros na cernelha e pesa 49 quilos, e não está obeso. O atual estalão, se for cumprido à risca por criadores, vai transformar o cão de Castro Laboreiro num cão bem mais pequeno e frágil do que é suposto ser. Felizmente nem todos os criadores limitam os exemplares ao estalão atual”.