Desparasitação da Pediculose: Os ‘dinossauros’ da comichão que urge tirar da cabeça


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A pediculose é o nome dado à infestação por piolhos (Pediculus humanus capitis), um parasita que já nos acompanha há cerca de 100 mil anos. O piolho mede aproximadamente entre 0,5 e 8 mm de comprimento, tem o corpo achatado dorsoventralmente, pernas robustas e garras que se agarram firmemente aos cabelos.

Também se podem encontrar piolhos nas partes íntimas (Pthirus pubis). Estes são desprovidos de ocelos e asas, não pertencem ao género Pediculus e a coloração do seu corpo varia de bege claro a cinza mais escuro após se alimentarem. São causadores de muita comichão, desconforto, vergonha e até de doenças, como infeções cutâneas no local da infestação.

O seu ciclo é autoxênico (ou seja, todas as suas formas de desenvolvimento, desde o ovo até o adulto, ocorrem em apenas um hospedeiro). Fora do corpo do hospedeiro, os piolhos não sobrevivem por muito tempo. O ciclo de vida tem início com a ovipostura, ninfas que eclodem e passam por um processo de metamorfose simples, com três mudas até se tornarem adultas. Este processo ocorre em cerca de quatro horas e a ovipostura começa entre 24 a 36 horas após a fecundação. As fêmeas põem geralmente entre 20 a 200 ovos. O ciclo completo de vida ocorre em cerca de um mês.

A alimentação dos piolhos é exclusivamente de sangue. As lêndeas, esbranquiçadas e visíveis a olho nu, ficam aderidas aos pelos do hospedeiro através de uma substância adesiva secretada pelas glândulas colestéricas da fêmea, apenas. E assim, o ciclo de vida vai se repetindo, aumentando progressivamente as manifestações da infestação.

O principal sintoma é a comichão, que já deve servir de alerta para a necessidade de verificação. Dê a devida atenção à queixa dos mais pequenos, pois eles podem ficar desconfortáveis e suscetíveis a sofrerem bullying nas escolas.

A desparasitação é realizada em duas sessões, com um intervalo de 7 a 8 dias, usando óleos essenciais e óleos vegetais que matam os parasitas e também promovem a limpeza.

Principalmente em período escolar, quanto mais rápido procurar ajuda, melhor será o controle.


Como evitar:

  • Não compartilhar objetos pessoais: pentes, toucas, bonés, cachecóis, gorros, travesseiros. Optar sempre por penteados presos nas escolas, onde ocorre mais contágio, entre outros.
  • Não demorar a procurar um profissional assim que desconfiar de infestação.

A desparasitação também pode ser realizada por terapeutas capilares, e em Melgaço já existe esse tipo de serviço para a comunidade.

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