É momento para discutir a particularidade de um copo desenhado para Monção & Melgaço?

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“Quando falamos de copos, é óptimo que haja grandes marcas, como a Riedel, como criou um copo para a Touriga Nacional, tenha a ousadia de criar um copo para Monção e Melgaço”


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Em Abril de 2021, “A Voz de Melgaço” dava voz ao projecto pensado e desenvolvido ao longo de uma década por Madalena Lima: O copo exclusivo para os alvarinhos de Monção e Melgaço. Desenhado pela artista melgacense, o copo, a que chamou “Lágrima Invertida” (pelo formato que inspira) chegou a ser discutido, mas nunca efectivado de forma a ser parte integrante do kit necessário em cada evento dedicado ao alvarinho, entretanto realizados.

Numa recente abordagem ao tema, A Voz de Melgaço soube que há por parte da Real Confraria do Vinho Alvarinho a vontade de ‘apadrinhar’ o original e comprovado copo pela excelência no acto de prova, mas crê-se ser produzido enquanto elemento simbólico de dimensão local/regional e não enquanto objecto comercial de dimensão para os eventos ou “de uso comum”, como sugere Manoel Batista, presidente da Câmara Municipal de Melgaço.

“Não sou tão fundamentalista aí. Importante foi aquilo que se fez, e Melgaço teve um papel preponderante nisso, que foi criarmos marca para o território de Monção e Melgaço”, destaca o edil.

“Quando falamos de copos, é óptimo que haja grandes marcas, como a Riedel, que já pensa, tal como criou um copo para a Touriga Nacional, tenha a ousadia de criar um copo para Monção e Melgaço. Criarmos um copo nós, só vejo isso do ponto de vista simbólico, para que em algum momento possamos apresentar quase que em escaparate que este é o copo desenhado para a região, mas nunca será um copo para utilizarmos no dia-a-dia, de utilização comum”.

“Se nós nos tivéssemos fechado em copos, ainda hoje estaríamos a a beber espumante naquelas taças de casamento, e já não o fazemos. E bebe-se muito bem espumante nelas, melhor que nos flutes. Os copos evoluem muito rapidamente e a região não pode ter um copo produzido pelos municípios. Pela APA (Associação de Produtores de Alvarinho), pela Confraria? Como geríamos isso?”, observa ainda o autarca, escusando-se a tecer mais comentários sobre a questão em que assume não querer “entrar muito”.

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