Cortejo Histórico: Freguesias do concelho ‘vestiram’ cinco períodos da história do concelho de forma exímia

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“Rapidamente percebemos que era melhor fazer diferente, porque cortejos etnográficos há imensos em imensos sítios, acabam por ser muito repetitivos. O nosso desafio era um cortejo histórico, que tem de ser muito cuidado nos próximos anos”


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“Foi um enorme sucesso, queremos continuar”

A edição de 2023 da programação “Melgaço em Festa” trouxe uma novidade que apelava à participação da comunidade e, quer do lado dos executantes, quer dos espectadores, a resposta popular foi positiva.

O Cortejo Histórico era a proposta inédita desta edição e os grupos de desfilantes brilhou perante centenas de pessoas que tinham neste cortejo um dos momentos altos do dia 12 de Agosto.

O cortejo com rigor histórico, devidamente explicado aquando da sua passagem pela Praça da República, onde reuniu mais espectadores e até bancada preparada para o efeito, retratou a ocupação humana do território, nomeadamente, períodos das cinco épocas que deixaram marcas históricas e que representam as raízes culturais do concelho: o Paleolítico, a Idade do Bronze, a Antiguidade Clássica (Romanização), a Idade Medieval e a Idade Contemporânea. 

As freguesias foram convocadas a tratar cada tema e, agrupadas, deram forma ao que se viu, filmou e fotografou para memória futura.

“Foi uma ideia que surgiu no ano passado, quando alguém dentro da equipa [de organização das festas concelhias] apontou para um cortejo etnográfico. Rapidamente percebemos que era melhor fazer diferente, porque cortejos etnográficos há imensos em imensos sítios, acabam por ser muito repetitivos. O nosso desafio era um cortejo histórico, que tem de ser muito cuidado nos próximos anos”, notou o edil de Melgaço, Manoel Batista.

O desafio agora é, acrescenta o autarca, trabalhar com criatividade e rigor, partindo do pressuposto histórico que agora se definiu.

O desafio que deixei à equipa foi que conseguíssemos fazer pensamento estruturado sobre isto, para não cometermos o erro de fazermos todos os anos o mesmo, porque se torna cansativo, não traz novidade. Precisamos ter alguém que nos ajude a pensar o cortejo histórico para que ele traga coisas relevantes e novas”.

Para que a novidade continue “inteligente” e inovadora em cada uma das cinco épocas, a autarquia propõe-se consultar especialistas, como é o caso do Sociólogo e investigador, professor Albertino Gonçalves, colaborador do município em diversas matérias, como foi o caso da montagem do espaço museológico Memória e Fronteira.

Assim, e mantendo-se a vontade, a convocatória para participação ativa da comunidade das 13 Freguesias e Uniões do concelho manter-se-á novamente em 2024. “Foi um enorme sucesso, queremos continuar”, conclui o autarca.

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