Findo o período de submissão de candidaturas (que decorreu até 30 de janeiro), é tempo de fazer um balanço do interesse dos investidores e do potencial do edificado: cinco dos nove imóveis colocados a concurso no concelho de Melgaço, no âmbito do programa Revive Natureza, receberam propostas para requalificação e exploração turística.
Entre os imóveis que registaram propostas encontram-se a Casa Florestal de Portelinha, a Casa Florestal de Coriscadas, o antigo Posto da Guarda Fiscal da Ameijoeira, o Quartel da Brigada (ex-Quartel das Veigas) e a Casa Florestal das Veigas, em Porto Ribeiro. Todos os imóveis com propostas em avaliação estão localizados na União de Freguesias de Castro Laboreiro e Lamas de Mouro, na área do Parque Nacional da Peneda-Gerês.
Sem qualquer proposta nesta primeira ida a concurso ficaram a Casa Florestal de Cainheiras, a Casa Florestal de Pousios, a Casa Florestal de Ribeiro de Baixo e a Casa Florestal de São Paio.
Apresentado em dezembro de 2025 no Auditório da Porta de Lamas de Mouro, com a presença de responsáveis pelo programa Revive Natureza e de entidades locais e regionais, o concurso tinha a candidatura nove edifícios – sete antigas casas da Guarda Florestal, um ex-posto da Guarda Fiscal e um antigo quartel – situados em áreas de elevado valor natural do PNPG e disponíveis para projetos privados de turismo de natureza e de baixo impacto ambiental, através de concessões por um período de 25 anos, renovável.

As rendas mínimas anuais definidas para os imóveis variavam entre 156 euros, valor base para a Casa Florestal de Ribeiro de Baixo, que acabou por ficar sem propostas, e 2.190 euros, estabelecidos para a Casa Florestal das Veigas (ou Porto Ribeiro), em Lamas de Mouro, que apresenta o valor mais elevado de renda anual, em função do estado de conservação e da proximidade ao parque central e à porta de entrada do PNPG de Lamas de Mouro.
“Recuperar não é apenas reabilitar património edificado, é devolver dignidade a um legado humano e ambiental”, sublinhava José Cancela Moura, da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, à altura da apresentação do concurso.
Segundo o responsável, o turismo regenerativo é um caminho a seguir “sem reservas”, que vai além da sustentabilidade clássica. “Não se limita a reduzir os impactos negativos da atividade, mas a restaurar, regenerar e melhorar os ecossistemas e as comunidades locais, deixando os destinos melhores do que estavam antes. O Revive Natureza encaixa perfeitamente neste princípio”, considerou então.





