O que se passa com “Os Fronteiriços”? Augusto Pinto questiona inatividade da associação de Cristóval


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Texto: Augusto Manuel Oliveira Pinto
Imagem: DR

A associação “União Desportiva Os Fronteiriços” representa um património associativo de valor inestimável para a Freguesia de Cristóval. Criada com o propósito de dinamizar a vida comunitária, promover o desporto e fortalecer laços entre os habitantes desta terra de fronteira, é, há décadas, uma das referências associativas da comunidade e um símbolo do espírito de iniciativa da nossa Freguesia.

No entanto, quem hoje observa a sua realidade não pode deixar de sentir um certo vazio: a associação encontra-se, na prática, inativa.

Sou sócio, com as quotas em dia, e acompanho com tristeza o que acontece (ou, infelizmente, o que não acontece). As atividades desapareceram, os eventos deixaram de se realizar, não havendo, portanto, qualquer ligação à comunidade. Instalou-se um marasmo que não dignifica a história da coletividade e a própria Freguesia.

Não é meu propósito apontar culpados, mas reconhecer e constatar que uma instituição como “Os Fronteiriços” não pode permanecer adormecida. Sobretudo numa Freguesia onde cada iniciativa, por pequena que seja, faz a diferença. Cristóval precisa de vida, de dinamismo e de espaços onde as pessoas se encontrem.

Uma associação vive da participação dos seus membros, da criatividade dos seus dirigentes e da energia das pessoas que se dispõem a colaborar. Quando estes elementos falham ou se esbatem, instala-se a apatia. E é precisamente essa apatia que devemos evitar.

Cristóval não é uma Freguesia qualquer, é um símbolo da raia minhota, da identidade de fronteira, da resiliência das comunidades pequenas. Não podemos permitir que uma das suas coletividades desapareça por inércia.

Apelo, por isso, aos órgãos sociais da coletividade para que façam uma reflexão séria sobre o presente e o futuro da associação. É preciso, na minha opinião, reativar, reorganizar, planear. É preciso abrir portas, ouvir os sócios, chamar os jovens e envolver os mais velhos. Por vezes bastam pequenas ações (um encontro, um torneio, um convívio) para reacender o espírito associativo.

Mas também deixo um apelo aos cristovalenses: uma associação não renasce sozinha. Precisa de mãos, de vontade, de ideias e de presença. Se queremos que “Os Fronteiriços” continuem a ser um ponto de encontro, de orgulho e de identidade, temos todos de participar. Ainda vamos a tempo.

Que este artigo sirva como convite à mobilização e como ponto de partida para uma nova etapa. Porque uma freguesia viva precisa de associações vivas, e “Os Fronteiriços” merecem voltar a sê-lo.

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