VINEVINU continua a desafiar o “Impossível” e vai apresentar os vinhos “Gerações” e “CIMA” a 12 de Dezembro

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Vai contar todas as novidades em jantar vínico no restaurante “5Sentidos”

No mundo do vinho, há conceitos que atravessam o tempo com a mesma naturalidade com que um gomo da videira rebenta na primavera. Entre esses conceitos, poucos têm tanta força simbólica como as gerações de um território, de uma comunidade que molda e é moldada pela paisagem, pelo clima e pelas escolhas que se vão acumulando ao longo das décadas.

Em Monção e Melgaço, essa noção ganha uma profundidade especial. Aqui, o Alvarinho não é apenas uma casta: é uma herança viva, um símbolo identitário que acompanha a evolução de um povo e que continua a reinventar-se.

Quando a viticultura moderna começou a ganhar força na Sub-região Monção Melgaço, na Região dos Vinhos Verdes, as zonas do vale foram naturalmente privilegiadas. As condições térmicas eram mais estáveis, os solos apresentavam maior profundidade e a proximidade ao rio oferecia segurança num tempo em que a prioridade era garantir maturações consistentes. O Alvarinho encontrou aí um palco fértil, revelando aromas intensos, estrutura generosa e um perfil que rapidamente distinguiria a região no panorama internacional.

Com o passar dos anos, o contexto climático alterou a leitura deste terroir. O aumento das temperaturas e a mudança no comportamento das estações obrigaram a dar maior atenção as encostas mais altas, antes consideradas secundárias. As vinhas de altitude, implantadas em solos graníticos mais pobres e expostas a amplitudes térmicas mais amplas, começaram a revelar um perfil distinto: maturações mais lentas, acidez firme, maior definição aromática e uma sensação de precisão que se tornou cada vez mais valiosa para equilibrar as características naturais do vale.

Ao longo de 30 anos de carreira em Melgaço, o enólogo Luís Cerdeira, procurou compreender estas duas faces do Alvarinho. A sua abordagem nunca foi apenas intuitiva; foi construída através de décadas de observação, em que registou diferenças, identificou padrões e caracterizou com rigor o que distinguia cada origem. Da análise comparativa entre vale e altitude emergiu uma leitura completa do território, marcada pelo entendimento de que o Alvarinho se transforma profundamente consoante o lugar onde nasce.

Com o tempo, e já acompanhado pelo seu filho Manuel na VINEVINU, projeto que criaram juntos na vindima 2024, esse trabalho evoluiu para uma etapa diferente. Se Luís se dedicou a definir os perfis de cada terroir, Manuel trouxe a vontade de questionar as fronteiras entre esses dois mundos. Juntos, começaram a explorar a ideia de que, perante o contexto atual, climático, técnico e estilístico, talvez a resposta não estivesse na separação, mas sim na síntese.

É dessa leitura contemporânea da viticultura em Monção e Melgaço, que nasce o vinho Gerações, uma desconstrução criativa da distinção entre vale e altitude, procurando num só vinho a unidade possível entre ambos.

O Gerações 2025, 100% Alvarinho, expressa essa visão conjunta. A mineralidade e acidez das encostas sustentam a riqueza aromática do vale e a maturidade do fruto sem a diluir. A integração é trabalhada desde a vinha até à adega: vindima faseada, vinificação separada e posterior blend das duas identidades num vinho que pretende ser a interpretação clara do terrior atual e uma homenagem às gerações que fizeram, e continuam, a tornar possível a realidade do Alvarinho.

Ao lado do Gerações nasce também o CIMA 2024, 100% Alvarinho, exclusivamente de vinhas em altitude. Se o Gerações encontra o seu equilíbrio na união do vale e da montanha, o CIMA procura esse mesmo equilíbrio através da precisão do detalhe enológico, explorando a altitude como espaço de rigor, tensão e pureza.

Para dar estrutura e elegância à acidez natural das parcelas altas, a vinificação recorre a dois materiais complementares. O CImento, neutro e estável, preserva a vibração do fruto e deixa transparecer o carácter cru da altitude, sem interferências aromáticas. A MAdeira, usada com discrição, acrescenta textura e profundidade de boca, sustentando a acidez sem a suavizar em excesso, e sem nunca impor o seu próprio perfil aromático. O CIMA afirma-se assim como uma interpretação depurada da montanha: um Alvarinho que busca harmonia não através do blend de origens, mas através da precisão técnica.

A apresentação e lançamento oficial nas novidades da VINEVINU, terá lugar em Melgaço, no dia 12 de dezembro, no restaurante 5 Sentidos, durante um jantar especial harmonizado pelo Chef Álvaro Costa. Será um momento para celebrar o território, o Alvarinho e o trabalho das gerações que continuam a posicionar Monção e Melgaço como referência incontornável dos brancos portugueses. Será ainda apresentado em Melgaço – depois de uma primeira apresentação em Paredes de Coura, no dia 5 de Dezembro – do espumante Impossível, o primeiro feito com uvas produzidas em Paredes de Coura.

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