Prado e Remoães: Depois de Vila e Roussas, centro urbano alarga fronteiras noutras direções

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“(…) as pessoas estão contentes porque também se reveem nessa política de atrair gente, atrair juventude. É um bom momento para a freguesia”


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A recuperação da antiga Escola Primária de Prado, que servirá de Residência Académica aos alunos da Escola Superior de Desporto e Lazer de Melgaço a partir do próximo ano letivo, deixa o presidente da União de Freguesias de Prado e Remoães, Maximiano Gonçalves, tranquilizado quanto à preservação daquele património e quanto à dinâmica que aquela freguesia limítrofe com o centro urbano da vila está a conquistar.

A proximidade é determinante em dois fatores que permitem a Maximiano Gonçalves olhar com esperança para esta franja da União de Freguesias que tutela. A Residência Académica (de que falamos nesta edição, em texto próprio) dista a pouco mais de 1,5 quilómetros da ESDL, o que apresentava, face às ferramentas financeiras disponíveis, a melhor solução para resolver a questão do aproveitamento do edificado e a oferta de alojamento do sector público que pudesse resolver parte do problema de falta de alojamento no concelho para a comunidade escolar. Um problema que, no passado, levava a que alguns alunos desistissem dos cursos inicialmente escolhidos, depois de procurar alojamento no centro da vila, como vinha sendo reportado pelas direções da ESDL a este jornal, ao longo dos últimos anos.

Há ainda como vantagem a proximidade ao centro da Vila de Melgaço, que permite atrair para a já sua área administrativa algum investimento empresarial, como é o caso do Supermercado Coca, prestes a inaugurar em Melgaço a sua segunda unidade comercial de média dimensão e que atrairá para esta freguesia alguma dinâmica comercial e de pessoas para as áreas fora do centro.

“Tínhamos sempre uma preocupação com a Escola Primária. Fica no meio da freguesia, por assim dizer, temos essa sorte, não está isolada, portanto seria um ato de vandalismo, ia-se degradando”, diz Maximiano Gonçalves.

Houve projeto de recuperação para utilização enquanto Centro de Dia, mas, como refere, “até Chaviães já tinha a funcionar em instalações da Junta de Freguesia, estarmos a duplicar equipamentos também não era grande coisa”.

“Quando surgiu esta ideia que o presidente [Manoel Batista] apresentou, de transformar em residência universitária, foi com grande agrado que dissemos logo que seria bom. Ainda por cima, nós, freguesia de Prado, (agora União de Freguesias de Prado e Remoães) tínhamos tido grande importância com o IPVC, porque tínhamos dado o monte de Prado, quer para o IPVC, quer também para o Centro de Estágios, que era terreno baldio dos compartes do Prado, dado para esse efeito. E de certa forma continua na vertente educacional, ao serviço da escola, não é?”, considera ainda o autarca de Prado e Remoães.


A Residência Académica “era uma necessidade e continua a ser”, face ao crescimento de alunos na Escola Superior de Desporto e Lazer, prestes a certificar mais um curso.

“Nós temos, nesta mancha toda do Monte Prado, temos o IPVC, temos a APPACDM [Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental], que também está neste momento em obras para quartos residenciais, temos o Centro Hípico, que pertence à APPACDM, portanto, isto tudo será um conjunto de ofertas”, observou.

Este “quase” prolongamento da vila no sentido de Prado e Remoães, com obras em curso nos diversos edifícios com valência comercial, empresarial ou residencial,  satisfaz a ideia de centralidade que a freguesia ganha, que se completa com a dinâmica comercial em fase final de instalação e a que promete instalar-se.

Nesta área está previsto ainda a instalação do futuro Quartel dos Bombeiros voluntários de Melgaço, com projeto feito mas ainda sem data ou financiamento assegurado.

“A área comercial vem abrir um novo leque de oferta e esta área da juventude – nós somos uma freguesia que, embora perto da vila, tem bastante população idosa. Trazer estes jovens vai dar uma vida nova a toda a freguesia em si, portanto, as pessoas estão contentes porque também se reveem nessa política de atrair gente, atrair juventude. É um bom momento para a freguesia”, reitera Maximiano Gonçalves.

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